Felicidade e fidelidade no casamento. O que é mais importante? Apesar da origem divina, da beleza e da bênção do casamento, ele não é um relacionamento fácil. Aliás, é muito difícil. As muitas separações e os muitos divórcios, bem como a tendência cada vez maior de uniões temporárias e informais, sem compromissos mútuos, o comprovam.O casamento parece muito simples e muito fácil na fase de descoberta da pessoa amada. Parece muito fácil nas fases seguintes de aproximação progressiva (namoro, noivado e casamento), na lua-de-mel e nos primeiros anos de vida conjugal.O casamento é difícil por várias razões, especialmente por causa das diferenças entre os cônjuges. São duas pessoas de sexos diferentes – fisiologia diferente, sentimentos diferentes, momentos críticos diferentes, emoções diferentes. São duas pessoas de temperamentos diferentes – não há duas pessoas iguais nem entre aquelas que têm o mesmo pai e a mesma mãe, e a mesma educação. São duas pessoas de históricos diferentes – até mesmo quando são da mesma raça, da mesma religião, da mesma pátria, da mesma cultura e do mesmo nível sócio-econômico.Um cônjuge não pode submeter o outro. Nem o homem nem a mulher. Ambos precisam aprender a arte de conviver – “viver em comum com outrem em intimidade, em familiaridade” (Aurélio), viver com ou ao lado do cônjuge.Ninguém precisa ter medo de ler os deveres conjugais apontados por Paulo em Ef 5:22-23. Nem as mulheres, nem os homens, nem os pastores, a não ser que a leitura seja machista (problema antigo) ou feminista (problema moderno). Paulo é muito equilibrado e combina a submissão feminina com o amor masculino, ou este com aquela. Gasta duas vezes mais palavras com o marido que com a esposa. E a referência para ambos é o casamento de Jesus Cristo com a Igreja.Como ideal a ser levado a sério e bem usufruído, o casamento é um contrato de parceria de duração contínua, assumido espontaneamente entre um homem e uma mulher, por força e obra daquele sentimento que acompanha o ser humano desde a criação, a que se dá o nome de amor.O casamento não é dominação de um sobre o outro. Nem dele nem dela. É parceria. Parceria a vida inteira. Chamo isso de parceria total.Os ministros religiosos que celebram casamento precisam mudar o discurso de anos a fio. Temos enfatizado mais a fidelidade do que a realização pessoal dos cônjuges. É nosso dever dar a mesma importância à fidelidade e à felicidade, pois uma leva à outra e vice-versa. A felicidade conjugal torna quase impossível o adultério, e a fidelidade conjugal torna quase impossível a abertura de feridas de cura demorada e sofrida.(Ultimato Jul. 2005)
este blog é uma coisa que depois de notar que tinha muito blog e pouco conteudo para para todos resolvi fazer um só com as postagens dos outros e excluir os outros e ainda coocar neste novos posts acho que vou demorar para acabar
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Sobre a Fidelidade no Casamento
Jesus disse: "Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais" (Jo 8:11). Jesus disse essas palavras a uma mulher flagrada em adultério, pega no ato do pecado. Quando os líderes da comunidade confrontaram Jesus usando ela, procuravam tentar Jesus. Porque segundo a lei uma pessoa dessas deveria ser apedrejada até a morte. Jesus virou o feitiço contra o feiticeiro e lhes disse "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela" (Jo 8:7). A verdade é que toda e qualquer pessoa tem esse pecado enraizado em seu coração. Jesus havia dito em Sua pregação, "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás.’ Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração" (Mt 5:28). Ninguém está livre da raiz deste pecado, "pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus" (Rm 3:23). Isso não é menos verdade com respeito ao pecado do adultério. Jesus veio para "chamar pecadores ao arrependimento" e conceder o perdão dos pecados. Como juiz, Ele perdoou a mulher flagrada em adultério.Mas esse não é o fim da questão. O perdão nunca significa que estamos agora livres para continuar no pecado ou voltar a ele. Jesus disse à mulher pega em adultério "vai e não peques mais" (Jo 8:11). A graça do perdão opera considerando a vida da pessoa perdoada num sincero arrependimento e abandono do pecado.Isso tem muito a dizer acerca do casamento, divórcio. Jesus ensina, "Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe" (Mt 19:6). Divórcio, é pecado aos olhos de Jesus. A única exceção em que Jesus permite o divórcio é quando o adultério já corrompeu o casamento. Ele não apenas se refere ao recasamento como um ato passado de adultério, mas como uma relação de contínuo adultério. Arrependimento sincero requer um abandono desses pecados e uma interrupção dos mesmos, tal que "vai e não peques mais" (Jo 8:11). Jesus chama o homem à sincera fidelidade a essa ligação vitalícia do casamento debaixo de todas as circunstâncias.Casamento é um privilégio, uma boa dádiva de Deus. Por conta dos seus pecados, o homem corrompe a tal ponto esse privilégio que é possível perdê-lo por completo. Um crente pode muito bem ser chamado a viver na condição de solteiro, ser um eunuco "por causa do Reino dos céus" (Mt 19:12). Mesmo com respeito às vítimas de divórcio Jesus diz que "ela tem um mandamento, que permaneça sem se casar ou, então, reconcilie-se com o seu marido" (I Co 7:11).Essa é a doutrina de Jesus. A Bíblia nunca ensina outra doutrina. Jesus disse, "Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos" (João 14:15). Mas isso significa, como Jesus disse, que "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Mc 8:34; Lc 9:23). Jesus disse acerca do casamento, "Nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado" (Mt 19:11). Um casamento piedoso é impossível a partir do esforço humano. A manutenção da promessa quanto aos votos de casamento é pela graça somente. Alguém confiar em sua própria capacidade de manter a promessa do voto de casamento é uma forma de viver alheio à salvação pela força e obra pessoais. Debaixo da graça de Deus em Cristo somente é possível conduzir um casamento piedoso.Você conhece essa graça todo-suficiente? Você caminha nela em seu chamado no casamento?
Felicidade e fidelidade no casamento. O que é mais importante? Apesar da origem divina, da beleza e da bênção do casamento, ele não é um relacionamento fácil. Aliás, é muito difícil. As muitas separações e os muitos divórcios, bem como a tendência cada vez maior de uniões temporárias e informais, sem compromissos mútuos, o comprovam.O casamento parece muito simples e muito fácil na fase de descoberta da pessoa amada. Parece muito fácil nas fases seguintes de aproximação progressiva (namoro, noivado e casamento), na lua-de-mel e nos primeiros anos de vida conjugal.O casamento é difícil por várias razões, especialmente por causa das diferenças entre os cônjuges. São duas pessoas de sexos diferentes – fisiologia diferente, sentimentos diferentes, momentos críticos diferentes, emoções diferentes. São duas pessoas de temperamentos diferentes – não há duas pessoas iguais nem entre aquelas que têm o mesmo pai e a mesma mãe, e a mesma educação. São duas pessoas de históricos diferentes – até mesmo quando são da mesma raça, da mesma religião, da mesma pátria, da mesma cultura e do mesmo nível sócio-econômico.Um cônjuge não pode submeter o outro. Nem o homem nem a mulher. Ambos precisam aprender a arte de conviver – “viver em comum com outrem em intimidade, em familiaridade” (Aurélio), viver com ou ao lado do cônjuge.Ninguém precisa ter medo de ler os deveres conjugais apontados por Paulo em Ef 5:22-23. Nem as mulheres, nem os homens, nem os pastores, a não ser que a leitura seja machista (problema antigo) ou feminista (problema moderno). Paulo é muito equilibrado e combina a submissão feminina com o amor masculino, ou este com aquela. Gasta duas vezes mais palavras com o marido que com a esposa. E a referência para ambos é o casamento de Jesus Cristo com a Igreja.Como ideal a ser levado a sério e bem usufruído, o casamento é um contrato de parceria de duração contínua, assumido espontaneamente entre um homem e uma mulher, por força e obra daquele sentimento que acompanha o ser humano desde a criação, a que se dá o nome de amor.O casamento não é dominação de um sobre o outro. Nem dele nem dela. É parceria. Parceria a vida inteira. Chamo isso de parceria total.Os ministros religiosos que celebram casamento precisam mudar o discurso de anos a fio. Temos enfatizado mais a fidelidade do que a realização pessoal dos cônjuges. É nosso dever dar a mesma importância à fidelidade e à felicidade, pois uma leva à outra e vice-versa. A felicidade conjugal torna quase impossível o adultério, e a fidelidade conjugal torna quase impossível a abertura de feridas de cura demorada e sofrida.(Ultimato Jul. 2005)
Felicidade e fidelidade no casamento. O que é mais importante? Apesar da origem divina, da beleza e da bênção do casamento, ele não é um relacionamento fácil. Aliás, é muito difícil. As muitas separações e os muitos divórcios, bem como a tendência cada vez maior de uniões temporárias e informais, sem compromissos mútuos, o comprovam.O casamento parece muito simples e muito fácil na fase de descoberta da pessoa amada. Parece muito fácil nas fases seguintes de aproximação progressiva (namoro, noivado e casamento), na lua-de-mel e nos primeiros anos de vida conjugal.O casamento é difícil por várias razões, especialmente por causa das diferenças entre os cônjuges. São duas pessoas de sexos diferentes – fisiologia diferente, sentimentos diferentes, momentos críticos diferentes, emoções diferentes. São duas pessoas de temperamentos diferentes – não há duas pessoas iguais nem entre aquelas que têm o mesmo pai e a mesma mãe, e a mesma educação. São duas pessoas de históricos diferentes – até mesmo quando são da mesma raça, da mesma religião, da mesma pátria, da mesma cultura e do mesmo nível sócio-econômico.Um cônjuge não pode submeter o outro. Nem o homem nem a mulher. Ambos precisam aprender a arte de conviver – “viver em comum com outrem em intimidade, em familiaridade” (Aurélio), viver com ou ao lado do cônjuge.Ninguém precisa ter medo de ler os deveres conjugais apontados por Paulo em Ef 5:22-23. Nem as mulheres, nem os homens, nem os pastores, a não ser que a leitura seja machista (problema antigo) ou feminista (problema moderno). Paulo é muito equilibrado e combina a submissão feminina com o amor masculino, ou este com aquela. Gasta duas vezes mais palavras com o marido que com a esposa. E a referência para ambos é o casamento de Jesus Cristo com a Igreja.Como ideal a ser levado a sério e bem usufruído, o casamento é um contrato de parceria de duração contínua, assumido espontaneamente entre um homem e uma mulher, por força e obra daquele sentimento que acompanha o ser humano desde a criação, a que se dá o nome de amor.O casamento não é dominação de um sobre o outro. Nem dele nem dela. É parceria. Parceria a vida inteira. Chamo isso de parceria total.Os ministros religiosos que celebram casamento precisam mudar o discurso de anos a fio. Temos enfatizado mais a fidelidade do que a realização pessoal dos cônjuges. É nosso dever dar a mesma importância à fidelidade e à felicidade, pois uma leva à outra e vice-versa. A felicidade conjugal torna quase impossível o adultério, e a fidelidade conjugal torna quase impossível a abertura de feridas de cura demorada e sofrida.(Ultimato Jul. 2005)
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